

O Rio Roxos, que nasce na parte da Ameixenda e morre em Quistiláns depois de atravessar a parróquia compostelana de Vilhestro, é um património de inestimável valor natural e etnográfico. Os seus moinhos som um expoente, a dia de hoje bem escasso, da cultura fluvial que antano se respirava na Amaía. Os bosques ribeirinhos (maiormente compostos por loureiros e carvalhos) constituem umha massa de arvorado autóctone dumha extensom hojendia difícil de atopar na nossa zona. Quanto à fauna, temos animais como lontras, garças, cavalinhos do demo, rás ou a píntega rabilonga (chioglossa lusitanica), endemismo da Galiza, ocidente das Astúrias e norte de Portugal.
Para além disto, o cauce fluvial tem umha grande importáncia sentimental para a mocidade de Quistiláns e da sua contorna: o Pego, na desembocadura, é o lugar onde levamos boa parte da nossa vida a jogar, a namorar ou a evadirmo-nos nos problemas quotidianos. Ademais, é o sítio onde iam moer os nossos avôs quando eram moços. Total, que se nos tocam o rio fodem-nos a vida de vez.
O rio de Roxos já tem resistido ameaças: umha mini-central, linhas eléctricas... Contodo, a única que se chegou a consumar foi a do passo da autovia Compostela-Briom bem perto do bosque de ribeira, o que supujo umha cuitelada considerável para a sustentabilidade do ecossistema.
É por todo isto e por mais razons que do Centro Social A Fouce levamos tempo a trabalhar a prol dos espaços fluviais do concelho de Ames, nomeadamente dos rios Roxos e Riamonte: temos recolhido toneladas de lixo das suas margens, editado cadernos informativos, organizado exposiçons, charlas, protestas diante do concelho... todo isto co objectivo de obter protecçom como espaços naturais de interesse local. Até o momento presente, as instituiçons e os partidos políticos dérom a calada por resposta.

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